O meu amor no teu coração
Ele pula de alegria
Será que é porque vi?
Talvez não seja por, simplesmente, uma visão, com certeza, é mais que isso
É pelas lembranças dos momentos que, com ou sem presente, passei
Foi porque tava comigo ao menos no meu pensamento, e sorri
Eu sorri
Nostalgia sísmica
Me aperfeiçoa
E digo, é muito bom
Melhor ainda é ter junto
Comigo
domingo, 23 de outubro de 2011
Linhas de solidão
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..........
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pra que tudo isso?
onde está o guarda-chuva?
rios e pancadas de insolência desaguam
quero a minha paz
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pra que tudo isso?
onde está o guarda-chuva?
rios e pancadas de insolência desaguam
quero a minha paz
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Perfeccionismo
Semana, dias , noites...! Cabeça, agito, pensamento a mil, incessante
Não sonho, pesadelos disfarçados invadem
- Agonia?
- Desespero...
brancobrancobrancoacheeei!
Acabou
Nervos, mal-humor, rudez
- Arrogância?
- Nervosismo...
Palavras sem motivo, desordem, confusão
Falação
- Hiperatividade?
- Frenesim...
- Arrependimento?
- Consciente de que poderia ser melhor, mas certeza de excelência.
Este é o meu.
Não sonho, pesadelos disfarçados invadem
- Agonia?
- Desespero...
brancobrancobrancoacheeei!
Acabou
Nervos, mal-humor, rudez
- Arrogância?
- Nervosismo...
Palavras sem motivo, desordem, confusão
Falação
- Hiperatividade?
- Frenesim...
- Arrependimento?
- Consciente de que poderia ser melhor, mas certeza de excelência.
Este é o meu.
guerra
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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ainda não passou, mas deu vontade
ah !
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ainda não passou, mas deu vontade
ah !
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Onde está?
Mãos no teclado
E nada na tela.
O tempo pesa sobre meus dedos,
Os números se movem,
Voam pelo espaço me deixando só por pequenos relances.
Palavras que não nascem,
Pensamentos que não cessam...
Momento que me alegra em seu começo de fim,
Não se vá tão cedo, mas já está tarde.
Euforia que ataca,
Me pega de surpresa.
Por que torna-se assim?
Demora tanto,
Passa tão rápido.
Saudades...
E nada na tela.
O tempo pesa sobre meus dedos,
Os números se movem,
Voam pelo espaço me deixando só por pequenos relances.
Palavras que não nascem,
Pensamentos que não cessam...
Momento que me alegra em seu começo de fim,
Não se vá tão cedo, mas já está tarde.
Euforia que ataca,
Me pega de surpresa.
Por que torna-se assim?
Demora tanto,
Passa tão rápido.
Saudades...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Metade
Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Terno arcanjo
Olhos de doce deleite
refletem a doçura que a mim seu zelo causa
me envolve em seus braços,
me traz calor e paz
beijo de anjo
refletem a doçura que a mim seu zelo causa
me envolve em seus braços,
me traz calor e paz
beijo de anjo
Flores
Verde-roxo espalhado por todo horizonte
Procuro por um castanho
Ansiosa, caminho pelo campo, respirando o vazio
Brisa leve passa por mim, mas ainda sinto aquele macio, suave...
Mente insólita atrás daquele brilho
Olfato me abstrai
De olhos fechados, me elevo ao sonho em que o mundo é da cor
Dos seus olhos,
O brilho me envolve;
A essência de calmaria é brisa constante;
E onde seu carinho é meu
Procuro por um castanho
Ansiosa, caminho pelo campo, respirando o vazio
Brisa leve passa por mim, mas ainda sinto aquele macio, suave...
Mente insólita atrás daquele brilho
Olfato me abstrai
De olhos fechados, me elevo ao sonho em que o mundo é da cor
Dos seus olhos,
O brilho me envolve;
A essência de calmaria é brisa constante;
E onde seu carinho é meu
domingo, 10 de julho de 2011
Acusado
Simples e pequenos
São os feitos de um audacioso recatado.
A investigação me leva a um perfil:
Intenso e suntuoso, seu olhar
Insinuante, sua feição.
A suspeita se esvaeceu.
Causador das lembranças, dos risos e sorrisos repentinos,
Daquele sorrisinho bobo de canto
Indícios...
que te fazem culpado
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Gracioso olhar
As palavras se embolam, se misturam e não saem.
Ao final, descobri que não é possível fazer isso, não por escrito.
Mas tento, do modo que achei mais brando e conciso, lhe comunicar o quanto isso me causa.
Poderia passar batido, porém, felizmente, o que era dúvida agora não o deixa desaperceber: prende e contempla atenciosamente, hoje, totalmente ausente de qualquer plano conhecido, a fim de apenas simplificar.
Aquilo tudo sumiu como pó fino, anestesia de eternidade.
Revelou-se e foi se enternecendo...
Mostra-se sutil e singelo.
Tão insoluto
coração.
sábado, 14 de maio de 2011
[ 18 , ∞ [
Igual ontem. Mesmos valores, mesmos pensamentos, mesmo rosto, mesmo corpo... [mentira, a bolha estourou - (: Obs: e agora a coisa ta pior ainda :O ] ~ 27.04
Me preocupa: ontem não podia comprar bebida ou cigarro, agora pode, por quê? De ontem pra hoje criou consciência do mal que isso lhe faz? De um dia para outro, os pais não são mais responsáveis por aquele... Será que realmente tem noção do que é melhor pra si? Só agora leva consigo a liberdade (Limitada)?
Aprende a viver à base da sova por inexperiência.
Agora que acabei de "tirar a carta" já posso me aventurar nas ruas "na boa" ?
Confrontos sobre valores. Mas estes nada mais são que modo de se viver na Humanidade.
Em que acreditar? O que realmente é um problema? Em quem confiar? O que sentir?
Aqui já entro em um tópico um tanto quanto longe, mas ainda relacionado com este. É próximo ao que meu primeiro texto, "Nunca mais", aborda.
Se sabemos o que é certo, o que poderia ser o menos injusto, o límpido, por que permanecemos com toda essa grotesca e medíocre vida? Será realmente pelo excesso de defeitos? Orgulho, egoísmo, avareza, preconceito... Não. Todos temos defeitos, mas não é só isso. Cadê a coragem? Onde esconderam a atitude? Aí está o grande problema. Paradoxal: encontramos conformismo vestido de inconformidade. Até quando isso vai durar?
(Ah, hipocrisia...)
Deixo aqui o primeiro (ou mais outro?) texto "revolts" como um desabafo, ainda que faltando retalhos que transmitem um sentimento que me oprimi.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
saudade
Mário
Música
Pequenos.
Pequenas.
Lodo.
Risco.
Água.
Picnic
Biscoito,
Cachorro quente
Guaraná.
Macaquinhos.
Pôneis.
Árvores.
Frenesim
Arrepio
Doce
Aconchego
Abrasadora
Toque
Olhar
Vício
Torpor
Amargura
Dor
Felicidade
Amor
Música
Pequenos.
Pequenas.
Lodo.
Risco.
Água.
Picnic
Biscoito,
Cachorro quente
Guaraná.
Macaquinhos.
Pôneis.
Árvores.
Frenesim
Arrepio
Doce
Aconchego
Abrasadora
Toque
Olhar
Vício
Torpor
Amargura
Dor
Felicidade
Amor
quinta-feira, 14 de abril de 2011
idem do blog
Aaah. Troço.
Quero ir embora.
To com sede.
Não tem o que satisfaça minha vontade.
Me leva daqui.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
"E fomos surpreendidos novamente"
Socorro! Estou sendo devorada pelos meus pensamentos. Eles me corrompem. Eu fico louca. O que faço?! Se continuar assim, coisa errada acontece... Pode ser que não seja errada, mas não sei se é certa. Provavelmente, é inevitável que se realize.
Tanto queria me segurar pra não pensar... "Pois é, não deu...".
Minha imaginação não chegaria a isso, supunha. Surpresa!
Agora? Não sei, vou levando. O que tiver pra acontecer que aconteça.
Ausente de receios, acho-me deslumbrada repentinamente durante um segundo e meio.
Ah, pensamentos, que isso?!
domingo, 27 de março de 2011
Descaso
Ah, mundo... Como podes me surpreender de tal maneira?
Meu viver é me perder. Meu amar é odiar. O carinho é falso de pudor.
Sua alegria é repudiante, é causa e consequência de frivolidade.
Levo como e com o possível, assim como queira.
Deito para descanso e paz, mas eu sonho é com o horror.
Não tenho cor, não tenho idade.
Só quero ter liberdade.
Pois já guardo a esperança de que um dia encontro o verdadeiro amor.
O vento me acalma, meu banho é poeira.
Meu viver é me perder. Meu amar é odiar. O carinho é falso de pudor.
Sua alegria é repudiante, é causa e consequência de frivolidade.
Levo como e com o possível, assim como queira.
Deito para descanso e paz, mas eu sonho é com o horror.
Não tenho cor, não tenho idade.
Só quero ter liberdade.
Pois já guardo a esperança de que um dia encontro o verdadeiro amor.
O vento me acalma, meu banho é poeira.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Nunca mais
Parado no carro, esperando o farol abrir, desapercebidamente comecei a observar as pessoas e o movimento na Avenida Paulista. Curioso. Ocorria normalmente como todos os dias, mas curioso. Nunca havia parado pra olhar o ambiente ao meu redor. Nunca havia pensado no tanto que as pessoas - incluindo-me entre elas - trabalham e se estressam por pouco.
A cidade ferve. Transforma-se em monstro: ela prende, engole e digere todos que nela e dela vivem. Sua corriqueira monotonia profunda é cíclica: Medo. Cansaço. Estresse. Consumo. Vício. Infelicidade. Medo.
Faltavam alguns minutos para o meio dia. Decidi, então, sair mais cedo do trabalho e ir para casa descansar um pouco. Manhã corrida. Não queria ter almoço corrido nunca mais. Não queria dormir tarde, terminando a papelada pela madrugada para acordar antes das 6. Enfrentar trânsito?
Vou tirar férias. Não. Trabalhei tanto e por tanto para um mês de férias? Mas nunca! Saio daqui e não volto mais.
Joguei meu pager da sacada do meu apartamento (décimo sexto andar). Rasguei todos os papéis da escrivaninha. Picotei meus cartões e as notas de dinheiro que possuía guardadas em minha carteira. Vesti roupas mais frescas. Montei na bicicleta e pedalei para fora do terror da cidade com uma única preocupação: ser livre.
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